O que queria? Não sei sinceramente, não faço a mais pequena ideia do que esperava de ti, de mim, de nós... Espera.... Pensando bem, queria mesmo era que alguma vez tivesses posto a hipótese de haver um nós, mesmo que fosse em segredo. Era tudo o que queria, queria que me quisesses também. Seria assim tão impossível tal suceder? Seria assim tão fora do comum apaixonares-te por mim? Responde! E não me venhas agora com tretas que eu sabia bem no que me estava a meter, que eu sabia que tu tinhas o coração congelado, que estavas magoado e que te querias afastar de qualquer contacto com sentimentos. Achas que eu pedi isto? Achas que pedi para termos a enorme cumplicidade que sempre partilhámos? Pensa duas vezes. Conheces-me bem, bem demais até. Sabes melhor do que ninguém pelo que passei e o quanto magoa tudo, porque passaste por uma dor semelhante... Devia ter-me afastado no momento em que percebi que nada disto acabaria bem para o meu lado, mas não queria. Não podia. Estava demasiado viciada em ti para me conseguir afastar. Sempre pensei que seria fácil, que não me custaria saber que andavas a brincar com esta e aquela, que assim que me quisesse afastar estalava os dedos e... MAGIA, afastava-me sem qualquer problema, sem qualquer angústia. Sou tão iludida...
O que queria? Tudo o que eu queria era que te sentisses bem, que não te culpasses por me magoares, só te queria ver feliz. Por isso, caguei tanto em mim. Nunca o devia ter feito, NUNCA!!! Sou tão burra, sempre fui tão burra... Como é que eu me deixei iludir desta maneira outra vez? Tu magoavas-me de cada vez que eu tinha a confirmação que tinhas estado com a tal miúda, mas por mais magoada que estivesse não conseguia ver-te sofrer por me teres magoado. Levantava a cabeça para te encarar e a única coisa que via era um rapaz a chorar e a dizer que era um cabrão e isto e aquilo, que merecia sofrer a sério... Como é que era suposto eu não esquecer a minha dor e abraçar-te? Como é que era suposto eu deixar que te mandasses daquela maneira baixo? Eu era a tua melhor amiga, por mais apaixonada que estivesse não podia deixar-te ir ao fundo. Não podia, não queria, não suportava sequer a ideia de te abandonar, mesmo que no mais profundo eu só te quisesse virar as costas e deixar-te a sofrer.
O que queria? Não estar neste estado. E a culpa é toda tua. É toda minha...
MC
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