segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fucking Pain

    Quero afastar-me dele, juro que quero! Quero não gostar dele desta maneira, quero simplesmente conseguir esquecê-lo, conseguir esquecer todos os momentos que tivemos, todas as palavras, todas as ações, todas as promessas... Mas não consigo... Porquê? Não há um pingo de lógica no meio de tudo isto, ele magoou-me, fez-me sentir a maior merda à face da terra. No entanto, não consigo simplesmente virar-lhe as costas e ir para longe dele. Não consigo deixar de pensar nele, de querer que ele lute por mim e me dê razões justificáveis para o desculpar. Não é que precise dessas razões para o desculpar, eu já o fiz e sei disso mas não quero que ele saiba que o fiz, pelo menos por enquanto.
    Depois de tudo, tenho medo de me entregar de novo, quer a ele quer a um outro, para já ainda nem sequer consigo pensar num outro para além dele. O problema é que eu o conheço como mais ninguém o conhece (ou pelo menos acho que sim) e sei que ele não é este rapaz indeciso, este rapaz que vem e vai quando quer (e me destrói de cada vez que vem e parte de seguida). Sei que ele está confuso e que não sabe o que seguir, "para onde se virar" e também sei que os "novos" amigos dele não o têm propriamente ajudado a decidir o que de facto quer, sei que alguns deles lhe dizem que eu não falho a pena e que ele não deve lutar por mim e por nós, até porque, supostamente, tem uma rapariga cinco estrelas ao lado dele (o que ele não concorda propriamente). Ele não devia ligar tanto ao que os outros pensam, devia seguir o que sente, mas não, para quê simplificar?
    E eu? Como é que eu fico no meio disto tudo? Pois acho que afinal ninguém pensa propriamente em mim... Eu ando a fingir sorrisos todos os dias, ando a fingir que nada disto me afeta, que sou forte, que já o esqueci. Mas a verdade, bem essa é bem diferente. A verdade é que quando ninguém está a ver eu quebro, eu choro, eu grito, eu imploro para que isto seja nada mais que um pesadelo, eu desejo morrer, eu corto-me (para aliviar a dor psicológica mas também para tentar acabar com tudo isto de uma vez)... Se tenho orgulho em ter-me tornado nesta pessoa? Acham mesmo?! Mas não consigo, simplesmente não consigo... A dor é demasiado forte e está a acabar comigo aos poucos. Ele fez-me acreditar em todas as coisas clichés do amor para de seguida me arrasar completamente...


MC

     PS: Precisava disto, de desabafar... Mais do que criticar a sociedade precisava de deixar algumas coisas saírem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Boas estratégias?!

    «Adiar prazeres é uma boa estratégia» (CARDOSO, Miguel Esteves, "O arroz-doce quente", in Público, 18 de junho de 2010)


    É de facto uma «boa estratégia» esta que Miguel Esteves Cardoso defende. No entanto não sou completamente a favor da mesma. Considero que há de facto tempo para tudo e um tempo certo para que tudo aconteça, ainda assim não nos devemos prender a esta ideia de forma tão rígida e fixa pois pode impedir-nos de viver.
    Querer tudo não é saudável mas não querer nada de todo muito menos. O ideal seria, portanto, querer a meio termo. Mas querer apenas a meio termo não será por outro lado uma cobardia? Este tema é de facto muito controverso, pois «Adiar prazeres» pode ser «uma boa estratégia» mas ao mesmo tempo poderá não o ser visto que se adiarmos demasiado os prazeres poderemos não ter tempo para os concretizar mais tarde. A acrescentar esse facto, adiar prazeres traz implicitamente as expectativas demasiado elevadas o que poderá levar a um sentimento de desilusão aquando da decisão de realizar os nossos prazeres.
    No entanto, viver na euforia e estupidez do carpe diem [aproveita o momento] não é necessariamente bom e obviamente traz outras consequências. Há determinados prazeres que se não forem adiados mas sim vividos no momento, com uma qualquer idade, não são aproveitados nem saboreados como o deveriam, pois não possuímos a maturidade ou capacidade intelectual para nos apercebemos do que realmente se passa à nossa volta para além do que vemos. Só se faz determinada coisa pela primeira vez uma vez, e considero que de facto se for algo que desejamos muito deveremos aguardar por aquele que nos parece o momento certo e propicio para realizarmos esses nossos desejos. 
    E depois há quem defenda que o ideal será querer a meio termo, in medio virtus [a virtude está no meio], mas a vida é feita de altos e baixos. São esses altos e baixos que nos fazem realmente viver, até porque se observarmos um eletrocardiograma concluímos que para estarmos vivos este tem que apresentar altos e baixos, pois se possuir apenas uma ,linha reta significa que estamos mortos. Deste modo, são as virtudes e os problemas da vida que nos fazem sentir vivos. Se pensarmos um bocadinho, facilmente chegamos à conclusão que este modo de vida não é de todo o mais indicado, antes pelo contrário, é sempre preferível querer ter tudo ou não querer ter nada do que ter a meio termo e ficar sempre a pensar como seria ter por inteiro. A menos, claro que algum de nós num futuro queira olhar para o passado e arrepender-se de apenas ter aproveitado em parte uma determinada euforia quando tinha a possibilidade de a aproveitar por inteiro.
    Assim, defendo que devemos pensar na vida mas também de facto vivê-la, não estando constantemente a pensar no que poderá acontecer se nos entregarmos na nossa totalidade.


    Hey hey, desculpem a demora nas publicações não era de todo a minha intenção demorar quase 30 mil anos até publicar um novo texto critico. Espero que a espera tenha valido a pena e prometo que vou tentar publicar mais regularmente agora que as coisas estão mais calmas.

PS: Mantenham a cabeça no lugar mas não se esqueçam de viver.
MC

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nada a acrescentar...

As palavras
"Sempre amei por palavras muito mais
do que devia
são um perigo
as palavras
quando as soltamos já não há
regresso possível
ninguém pode não dizer o que já disse
apenas esquecer e o esquecimento acredita
é a mais lenta das feridas mortais
espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo
e vai cortando a pele como se um barco
nos atravessasse de madrugada
e de repente acordamos um dia
desprevenidos e completamente
indefesos
um perigo
as palavras
mesmo agora
aparentemente tão tranquilas
neste claro momento em que as deixo em desalinho
sacudindo o pó dos velhos dias
sobre a cama em que te espero"
Alice Vieira


    Desculpem não andar a publicar nem nada, nem nada de jeito mas testes e trabalhos e distúrbios é complicado de lidar com tudo e ainda ter tempo de escrever qualquer coisa de interessante. Mas de facto tenho dois ou três temas interessantes para abordar, falta-me realmente é o tempo para o fazer.Tentarei manter-vos a par das minhas críticas a tudo e mais alguma coisa. 

MC
 

domingo, 26 de outubro de 2014

2ª Oportunidades e a Vida

   « o·por·tu·ni·da·de 
substantivo feminino
1. Qualidade de oportuno.
2. Ocasiãoalturaensejoconveniência.

oportunidades
substantivo feminino plural
3. Caminhosfuturoperspectivas

"oportunidades", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/oportunidades [consultado em 26-10-2014].


    Nos dias que correm, são raras as pessoas que dão valor a uma oportunidade de ser feliz ou de alcançar um novo patamar na sua vida. São, também, raras as pessoas que concedem uma oportunidade ou uma segunda oportunidade a outros para tornarem a sua vida mais feliz. Porquê? Porquê não conceder mais oportunidades a outros?  Talvez porque quem ainda tem essa capacidade a desperdiça com a pessoa errada e, depois, talvez por estar demasiado magoada a pessoa em causa não consegue conceder mais oportunidades. Talvez por medo as pessoas preferem não arriscar saírem com o "coração" despedaçado. Se pensarmos neste tipo de situações chegamos sempre à mesma conclusão: o medo destrói o ser humano, ou pelo menos tenta destruí-lo. Cabe a cada um de nós não permitir que o medo nos paralise.
    Pedi a um rapaz de 10 anos para me responder à seguinte pergunta: "Para ti, o que é uma segunda oportunidade?". Ao que o rapaz, após quase esgotar a minha paciência, respondeu: "Uma oportunidade é algo que aparece na tua vida e que tu deves aproveitar ao máximo, uma segunda oportunidade é a opção de reviveres o que já tiveste antes e de corrigir err6os do passado." Admito que fiquei bastante surpreendida com a resposta dele por ser quase aquilo que penso. (Estou preocupada, ou é ele que apresenta uma maturidade a cima da média ou sou eu que sou demasiado infantil). Após perguntar ao rapaz a sua opinião e da resposta me ter deixado um pouco apreensiva, decidi perguntar a alguém mais velho (com cerca de 50 anos). Esta respondeu-me "Uma oportunidade é algo que surge e que devemos agarrar-te no caso de ser alguma coisa que queiramos ou que nos traga algum proveito a curto ou a longo prazo. No caso de uma segunda oportunidade é quando se acha que vale a pena voltar a apostar em algo ou alguém." Ok o rapaz é uma aberração da sociedade tal como eu :)
    Pessoalmente, acho que todos merecemos uma segunda oportunidade se o erro que tivermos cometido não for extremamente grave e a outra pessoa a quem se apela uma segunda oportunidade for capaz de perdoar e achar «que vale a pena apostar de novo». Infelizmente (ou felizmente) a vida nem sempre nos dá uma segunda oportunidade para consertarmos os nossos erros, por isso, acho essencial que não esperemos perder o que tínhamos, seja uma pessoa ou algo realmente importante, para darmos valor. Há coisas que por mais que queiramos não voltam ao que eram. Se todos aproveitássemos as oportunidades à primeira não precisávamos de segundas.
    Em relação a mim, bem eu apercebi-me, finalmente, que há pessoas que não valem a pena, por mais que se goste delas ou por muitas oportunidades que se dê, elas vão ser falhar, vão sempre desapontar-nos. Não significa que sejam todas e talvez por isso continuo a acreditar em que se pode dar segundas oportunidades. Mas isto é só a minha opinião, cada um tem a sua... Tal como sei que as opiniões mudam consoante o que estamos a passar no momento.

    A ti, apenas uma coisa tenho a dizer: mesmo que te arrependas da atitude que tomaste, não há nada que possas fazer para que as coisas mudem e voltem ao que eram. As pessoas erram é verdade, mas brincar com os sentimentos dos outros ou trair alguém não são erros mas sim opções na vida. Vais ter que aprender a lidar com as consequências ou então perdes a coragem e desistes da vida... De qualquer maneira, pode ser que alguém te faça o mesmo e aí talvez percebas este meu lado. Espero que nada disso aconteça, afinal apesar de tudo contínuo a ser aquela otária que gosta de ti.

    Ok, antes de me julgarem, este post é dirigido a uma pessoa muito específica, não quis ofender nenhum dos meus adorados leitores ou fãs wtv (não sei como vos chamar). Não quer dizer que não existam mais deste tipo de pessoas por aí mas não devo, nenhum de nós deve, julgar as pessoas pela fama que tem ou pelo passado que teve. Bem tenham juízo e até à próxima, vou tentar atualizar-vos com as minhas críticas.

MC

sábado, 25 de outubro de 2014

Um outro sentido

    Agora que a raiva da sociedade em si já passou quero falar um pouco do outro significado da palavra "vazio". O vazio pode ser considerado o sentimento de ausência ou perda, mas será que essa perda é em relação a tudo na vida? Ou será que apenas podemos considerar um sentimento de perda em determinadas situações? Para mim, um sentimento não pode ser banalizado e, por isso, considero que podemos afirmar sentir a perda de alguma coisa ou alguém em qualquer situação, porque as pessoas são todas diferentes e o que pode parecer insignificante para alguém pode ser completamente devastador para outra pessoa. O que me leva a pensar noutro tema: A sociedade e o seu julgamento. Se não conhecemos a pessoa não a devemos julgar é tão simples quanto isso, mas todos julgamos os outros independentemente de acharmos que não se deve fazê-lo... Somos uma raça tão simples e descomplicada, não haja dúvidas. Passando à frente, eu percebo que seja complicado para nós assistirmos aos nossos amigos/as sofrerem pela pessoa errada, e muitas vezes fazemos juízos de valor do tipo "Ele/a não te merece, não sei o que continuas a ver nele/a e porque estás nesse estado quando ele/a não se importa minimamente." Ok eu percebo, mas podem guardar esses julgamentos para vocês próprios? Uma pessoa quando está a sofrer um desgosto de amor ou está a sofrer com o fim de um relacionamento (o tal sentimento de perda) não precisa que os outros estejam sempre a relembrar o porque de se estar assim, aliás na maioria dos casos o seu cérebro trata de fazer isso a todos os instantes.
    É essencialmente este sentimento de perda que me domina. Mais do que a perda desse alguém, é a perda de mim própria, sinto-me completamente perdida sem ele. Talvez porque uma parte de mim saiba que quando ele partiu não partiu só ele mas também uma parte da minha essência. Tenho que admitir, sou contra sofrer por amor ou contra todas as "coisas pirosas" que a grande parte da comunidade feminina gosta mas também tenho que admitir que considero que não há um propósito para a vida que não seja amar e ser amado de volta. Nunca fui capaz de o admitir a ninguém antes dele, admitir que lá no fundo sonhava com as "coisas pirosas" que vemos nos filmes de romance. No entanto ele apareceu na minha vida e fez-me ver as coisas de uma perspetiva completamente diferente, com ele eu nunca me importei o quão lamechas ou cliché soava o que lhe dizia ou o quanto ridículo podia parecer para quem estava de fora a observar-nos. Não importava se estávamos juntos à apenas umas horas ou à uns dias, sempre que um de nós deixava o outro era como se deixássemos também uma parte de nós próprios, considero isso puro amor, pelo menos da minha parte foi sempre o que lhe dei. Se ele valorizou? Não sei, não o consigo perceber. Ele é uma grande incógnita para mim, sempre o foi e sempre o será, ele tem aquele encanto próprio que por mais que eu lute contra o efeito que isso tem em mim acabo sempre por perder a batalha. Não sei realmente explicar mas isso também não é importante... Apenas gostava de conseguir responder a todas as perguntas que me atormentam dia e noite sobre este grande amor, mas infelizmente não consigo.
    Há quem diga que é ridículo sofrer por amor, lutar por alguém que todos consideram que não vale a pena. Eu pessoalmente considero que o ridículo é não amar de verdade, porque amar com a alma não é apenas saber dizer um 'Amo-te', amar no seu verdadeiro sentido implica muito mais. Implica conseguirmos não ser egoístas com o outro, implica confiança, amizade, cumplicidade, capacidade de sacrifício, capacidade de perdoar o outro quando erra, bem como saber admitir o próprio erro. Amar é muito mais do que meras palavras e isso é o que falta a muita gente, saber amar no verdadeiro sentido da palavra. Há quem, infelizmente, só aprenda a amar quando já não há mais nada que reste, quando não há nada que se possa fazer para ter a pessoa de volta, chama-se a isso aprender a amar por arrependimento. Será que vale a pena aprendermos a amar assim? Não, é mais fácil e sofresse menos quando se aprende a amar na sua plenitude, quando se aprende a amar enquanto se tem algo para amar. Considero-me completamente sortuda por ter nascido com este dom que é saber amar, nunca precisei realmente de aprender a fazê-lo porque nasceu comigo e acho que é uma das minhas melhores qualidades. E, de certo modo, acho que quem sabe amar nesta dimensão da palavra possui realmente conhecimento concreto sobre algo, porque não é o quanto sabemos sobre física ou matemática ou mesmo eletrotecnia e computadores que definem quem nós somos, mas sim a nossa capacidade enquanto pessoas. A maneira como cada um de nós "vê" o verbo amar ou vê a vida, isso sim é o que nos define enquanto pessoas. Mas será que, no fim, vale a pena sabermos amar? I don't know, I'm just a freak who can't turn her head off  and who is suffering because feels empty.

    Por favor façam um favor a vocês próprios, aprendam a valorizar enquanto têm. Porque quando perderem pode já não haver maneira de recuperar o que tinham. Deixa as mesquinhices de parte e aproveitem a vida em condições, não façam grandes dramas só porque ele ou ela não vos respondem a uma sms, o amor vai além disso...

MC 

Empty

«1. Ausência de conteúdo.
 2. Sentimento de ausência ou de perda
"vazio", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/vazio [consultado em 25-10-2014].

    Obviamente há muitos mais significados para a palavra "vazio"(empty) mas de momento apenas estes dois me interessam. Um deles por caracterizar muitas das pessoas com quem convivo diariamente e não só uma vez que é impossível para qualquer ser humano conhecer todos os Homens ("vazios") que habitam a Terra. E o outro porque particularmente já passei por esse sentimento de ausência ou perda.
    Comecemos pelo inicio, «1. Ausência de conteúdo», sendo uma pessoa extremamente critica quer em relação aos outros como em relação a mim própria, vejo-me na obrigação de destacar que na sociedade atual existem muito mais seres com uma elevada ausência de conteúdos, ou fúteis se quiserem, do que seres sapientes ou pelo menos com a capacidade mental para adiquirir verdadeiro conhecimento e sabedoria. Como é que alguém pode dar mais importância a bens materiais do que à simplicidade de certos acontecimentos na vida ou à sabedoria em si? Como é que os jovens de hoje em dia acham aborrecido adquirir conhecimento sobre o mundo que nos rodeia? Ok, eu sei que há aquelas disciplinas que são chatas ou que não gostamos do professor mas o passado é a chave para o futuro. Assim, se queremos construir um futuro minimamente aceitável temos que conhecer o nosso passado, nem que seja para vermos os erros que já foram cometidos e não os repetirmos. Eu não quero, e duvido que pessoas minimamente inteligentes queiram, um futuro em que somos ainda mais julgados pela nossa aparência ou pelos nossos bens, em que haja ainda mais pobreza e miséria, em que o fosso entre os ricos e os pobres seja cada vez maior. Ou mesmo em que é giro gozar com doenças graves e ainda mais engraçado, achar que ter um doença é ser "fixe". Desde quando é que ter uma doença seja ela qual for é "fixe" ou mostra que se "tem swag"?! Fico parva com a quantidade de gente estúpida que habita o nosso planeta... E o que raio é que significa "ter swag"?! Pelo que observo no dia-a-dia, "ter swag" é vestirmo-nos de maneira igual a muitos outros, usarmos "cap" (não percebo qual a diferença entre cap e boné, mas tudo bem), termos más notas (tão inteligente que esta atitude é), fumarmos charros e cigarros só para os outros nos aceitarem ou acharem que somos bons, viver de likes no facebook, publicar fotos em redes sociais com alta bebedeira, entre outras coisas. Esclareçam-me só uma coisa (I'm a freak don't forget it), como que raio é que isto é bom?! Como é que fazerem mal a vocês próprios, serem iguais a imensa gente ou estragarem o vosso futuro é uma coisa positiva e é melhor do que deixarem de ser fúteis?! Não percebo... Custa não ser fútil? Custa interessarem-se mais pelo interior das pessoas do que pelo seu físico ou poses? É que isto é tão ridículo, como é que vocês se conseguem suportar a vocês mesmos?! Há mais coisas na vida para além de uma camisola a dizer "Ohboy" ou "Chicago Bulls", há muito mais para além disso assim como há muito mais para além da conta bancária de uma pessoa. De que me serve estar com alguém só porque esse alguém é rico se for um completo atrasado mental? Se esse alguém vos trata mal, se não vos dá o devido valor que vocês sabem que têm enquanto pessoas. Esperem, dinheiro é mais importante que a vossa dignidade enquanto pessoas? Não me parece, pelo menos não do meu ponto de vista. Sociedade, tens dois caminhos ou escolhes a futilidade e aí a raça humana afunda-se ainda mais (se é que é possível, não tirando claro prestigio aos grandes génios, esses são aquela ínfima esperança de uma salvação) ou abres os olhos e começas a ver o quão ridícula a humanidade se está a tornar.

   Encontro-me demasiado revoltada para escrever qualquer coisa sobre o segundo possível significado que numerei para a palavra "vazio", as minhas desculpas. Resto de boa madrugada, a vossa aberração.

MC 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Apenas Desabafos

    Aquela sensação de que algo vai correr mal, que algo não está bem... Aquele aperto no coração que foi feito para nos matar lenta e dolorosamente... O sentimento complicado de entender, difícil de explicar e impossível de definir. Quando sem sabermos o porquê, as lágrimas no vêm aos olhos, sem o conseguirmos controlar. Um choro compulsivo que no fim acaba por nos aliviar!
    A solidão, muitas vezes, é a melhor companhia, a melhor confidente! E os textos que escrevemos para nós próprios o melhor desabafo, o melhor remédio para uma angústia profunda!
    Tudo isto é fruto do que nos vai na alma! São formas de expressar o que sentimos e que as palavras não o conseguem fazer, talvez por não as sabermos usar e, no fundo, por não sentirmos profundidade suficiente nelas. É apenas uma mistura entre o nosso coração, que sente de mais, e o nosso cérebro, que pensa a toda a hora e sem tirar folga. E o resultado? Bem, esse é uma fórmula bem explosiva e, de certa forma, bastante completa do que é ser humano, humano adolescente com todos os seus dramas, com todas as suas euforias, os seus receios, os seus segredos!
    Se me perguntarem se é complicado ser assim tenho que ser sincera, mais difícil não podia ser mas vale a pena! Apesar de tudo o que passamos diariamente, tudo isto ajuda a construirmo-nos a nós próprios e a criar um futuro mundo melhor.
    Mas no fundo tudo se resume a uma pergunta, independentemente da nossa idade ou estatuto social ou instrução; independentemente até da nossa profissão, "Quem sou eu?" E é na tentativa, falhada ou não, de responder a esta simples pergunta que acordamos todos os dias e que lutamos pela nossa felicidade.

MC

domingo, 19 de outubro de 2014

Memória

    «As memórias são impressões que o ser humano vai registando no cérebro sobre alguém ou alguma coisa. Estas impressões vão-se acumulando e fixando de uma forma mais ou menos marcada. A elas o sujeito recorre quando quer dar o seu testemunho sobre um tempo e/ou espaço em que viveu.»


    Preferia não ter memória, sim dá jeito para os testes e, em geral,  para o dia-a-dia, mas torna-se insuportável tê-la quando o que se mais quer é esquecer tudo o que aconteceu no passado, seja uma pessoa, uma situação vivida. Quero esquecer tudo o que já me aconteceu, quero recomeçar, sem memória de nada, apenas de quem sou e da minha família, bem como alguns amigos. Nada mais que isso, até porque não acho que seja assim tão necessário lembrar-me de determinadas coisas. Sim o passado ajuda-nos a construirmo-nos em quanto pessoas, isso é inquestionável, mas será extremamente necessário que nos lembremos pormenorizadamente de determinadas situações vividas ou de determinadas pessoas? Será saudável  não conseguirmos prosseguir com a nossa vida ou sentirmo-nos inúteis devido à constante repetição da mesma pessoa? Não! É completamente irracional pararmos a nossa vida por causa de alguém que agora pertence ao passado, mas nem sempre controlamos tudo, temos que aceitar este facto. O que não significa que tenhamos que parar a nossa vida só porque somos constantemente relembrados desta tal pessoa.

    É fácil continuarmos a nossa vida como se nada fosse? Como se a tal pessoa nos fosse indiferente? Óbvio que não, mas a vida é assim, difícil. Nem sempre podemos ter aquilo que queremos, assim como muitas vezes temos mais do que achamos que merecemos. Não é fácil acordar todos os dias a pensar na tal pessoa e adormecer todos os dias a pensar nela, não é fácil irmos a determinados sítios que mexem connosco ou que nos relembram tudo o que passámos porque somos obrigados a tal. Será mais fácil desistir? Não sei, não tenciono saber pois para mim desistir não é nem nunca foi uma opção. Acordo todos os dias e digo para mim própria: "Hoje é um novo dia, tens duas opções ou conformas-te com a situação e deixaste "ir ao fundo" ou assumes o risco de lutares por aquilo que queres, independentemente do que seja."
    O que quero? Nem eu própria sei, sinto-me perdida na constante pergunta "Será que vale a pena?", se não tentar não saberei mas se tentar de mais canso-me de tudo e de nada. Apenas sei uma coisa, todos queremos ser felizes e infelizmente a maioria desiste de o ser porque tem que lutar demasiado ou tem que assumir riscos. Eu assumo o risco e tu, preferes conformares-te ou arriscas comigo?


    Pensa nisto e reflete no que realmente queres, não te contentes com o copo meio cheio quando sabes que o podes ter a transbordar!



MC

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Abulia existencial?!



« O que há em mim é sobretudo cansaço-
   Não disto nem daquilo,
   Nem sequer de tudo ou de nada:
   Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
   Cansaço.» 
                     Fernando Pessoa





    Também em mim o que resta é sobretudo cansaço, apenas cansaço mas também cansaço de tudo e cansaço de nada. Não me considero de todo um génio (nem lá perto), mas sei que sou diferente de todos os que me rodeiam, pelo menos sinto-me assim. Penso de mais, tenho essa necessidade, é me completamente impossível fazer algo e não pensar, mesmo quando ajo por impulso tenho a consciência que inconscientemente pensei nos efeitos que aquela ação poderia ter. Talvez por ser assim me sinta cansada de tudo, tudo o que me rodeia, todas as promessas quebradas, todas as palavras que me foram dirigidas que apenas foram e são isso, palavras. Sinto-me cansada de nada porque é o nada que acontece quando quero que aconteça tudo, cansada de esperar que este nada por alguma razão vire tudo mas nada acontece, logo apenas me resta esperar que o próprio nada se canse de existir.
    "Tu és diferente, amas com paixão enquanto que a maioria ama superficialmente.", de que me serve ser diferente se o que todos querem é igual? Quer eu queira quer não, não consigo mudar este diferente em mim. Talvez seja bom, talvez não apenas o tempo dirá a resposta, mas esse (tempo) é outro que teima em não passar. Espero impacientemente por ele quando ele requer paciência. Será por isso que prefere não passar?
    De uma certa forma, odeio-me por ser assim, assim diferente, assim demasiado verdadeira num mundo de pessoas irremediavelmente falsas. Quero com isto dizer que preferia ser igual a tantos outros, irremediavelmente falsa? Oh não, isso é que não! Prefiro ser assim inevitavelmente verdadeira, talvez fique só talvez não, mas de qualquer das maneiras não vejo nenhum mal em se estar só, no nosso mundo. Para mim, estar com alguém só por estar ou porque se tem medo de estar só é que é problemático.


MC

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dúvidas que pairam...

    O que é uma amizade com benefícios? Mais do que amigos mas menos que namorados/as?! Não percebo... Para mim são duas pessoas que por algum motivo não têm a coragem de assumir um compromisso. Há quem diga que é para evitar as "responsabilidades" de um relacionamento, mas será mesmo? Numa amizade colorida as responsabilidades continuam lá, as pessoas que usam essa desculpa é que não o vêem ou não querem ver. Ninguém pode fugir de ter responsabilidades, faz parte da vida e é completamente inevitável, tal como o é respirar! Então, todos aqueles que optam por este tipo de relação porque têm medo de uma relação, não estarão a tentar escapar ao inevitável? Pois... Mas se é inevitável não interessa quantas vezes te escondes ou o quão rápido corres vai sempre acontecer... Pode demorar mas vai acontecer. Crescer implica responsabilidades, existir como ser vivo implica responsabilidades... Serei a única que no meio de todas as pessoas da faixa etária dos 14 aos 20 anos que consegue ver isso? Não me parece, sei de muitos que partilham desta opinião, ainda que sejam poucos em comparação com o geral.
    Como é que o futuro do nosso país está entregue a universitários que se preocupam mais com apanhar uma bebedeira numa festa do que em estudar para um teste que vão ter na segunda-feira? Tencionam estudar de ressaca ou sou eu que não vejo que não há qualquer necessidade de estudar minimamente pelo menos nos 2/3 dias antes do teste?
    Já ouvi hoje, por parte de duas pessoas completamente distintas, que eu é que sou o 8 no meio de uma juventude que é 80. É, diz que sim, mas não sei ser de outra maneira. Mas não digo que todos têm que ser o 8 porque isso também não é saudável, todos temos que encontrar o meio termo. Acho que se todos os 80's passassem a 40's não havia mal nem perdiam qualquer reputação e se todas as pessoas, que tal como eu, são o 8 passassem a ser um 25/30 também não era grave. Ser demasiado "certinho" não é bom mas ser completamente irresponsável e pensar : "A vida são dois dias, tenho que aproveitar ao máximo, o que corresponde a beber até cair" tipo wtf?! Vivem em que planeta? Isso ainda é pior do que ser o "certinho" ao menos esses não queimam neurónios e têm mais probabilidades de terem um futuro bom.
    Ok, estou sempre revoltada com a vida... Não é bem assim, apenas me irrita pessoas do tipo: "Ai eu não vou assumir uma relação porque acabei de entrar para a faculdade e não quero ter essa responsabilidade (ah e sou bué fixe só porque entrei na faculdade, YOLO yah nigga?). Quero ser completamente independente, poder sair à noite e beber à vontade..." Allooh o facto de estares numa relação não quer dizer que não podes sair à noite e beber! Apenas tens que ter respeito pelo teu/ua parceiro/a e não o/a traíres e talvez mandar-lhe uma mensagem de vez em quando e estares com a pessoa e fazerem cenas juntos/as. Será assim tão complicado dedicar tempo a alguém? Além de que quem trai é porque afinal afinal não gostava assim tanto da pessoa com quem estava... 
    A vossa aberração mais fofinha da juventude volta depois, beijinhos tenham juízo.

MC

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Something Random

    Na atualidade, os jovens assumem um ponto de vista conformista em relação a tudo ou praticamente tudo na sua vida. Este facto é me completamente fascinante, dado que não consigo perceber qual o sentido da vida se não temos coragem de assumir riscos, mas (falando a sério) é extremamente preocupante.
    A grande maioria dos jovens, nos dias que correm, procuram apenas uma felicidade momentânea e não a longo prazo, nos relacionamentos, pois uma felicidade a longo prazo implica uma coragem de assumir riscos. Deste modo, os jovens conformam-se com a ideia de ser feliz com aquela pessoa enquanto não são "obrigados" a assumir riscos, quando se apercebem que o têm que fazer e de uma certa forma têm "responsabilidades" apenas desistem do relacionamento e conformam-se com a felicidade momentânea de festas com amigos e "relações" de uma noite com uma qualquer pessoa que tenham conhecido nesse dia.
    Por outro lado, também é possível verificarmos que o mesmo acontece às ambições destes jovens. Uma vez que a juventude tem ambições muito baixas, no sentido de fazerem apenas o mínimo necessário para passarem de ano e no sentido de a maioria não fazer a mais pequena ideia do que quer fazer no futuro, limitando-se a viver o momento. Os jovens preferem conformar-se com a diversão do momento (saídas à noite) do que correr o risco de faltar a uma grande festa mas assegurar um bom futuro.
    Claro que todos temos o direito de nos divertimos e de aproveitarmos a vida afinal só vivemos uma vez (o que é defendido pelo tão conhecido YOLO) mas tudo o que é demais faz mal e apesar de ser raro encontrar um jovem nos dias de hoje que tenha essa consciência e que saiba divertir-se e aproveitar a vida mas ao mesmo tempo saiba quando tem que correr o risco de "perder" a sua reputação em prol de um bom futuro ou que tenha que trabalhar para manter uma relação, seja ela à distancia ou não, (porque as relações dão trabalho sejam "meras" amizades ou o amor da nossa vida) estes ainda existem. No meio do aglomerado de jovens delinquentes e que se conformam com uma vida mediana quando se tiverem a coragem de assumir riscos podem ter a vida com que sempre sonharam, sinto-me uma excluída, quase como se fosse uma aberração do que se passa nos dias de hoje. Porque eu sei bem o que quero, porque sei bem o quanto custa manter uma relação (o trabalho e a atenção necessários para tal), porque sei divertir-me sem ter que me embebedar, porque nunca me contentei com o mediano quando tenho oportunidade de ser extraordinária. Enquanto todos os outros se limitam a conformar-se com a realidade eu não consigo não assumir riscos, talvez por isso tantas vezes me sinta incompreendida pela maioria que me rodeia.
    Para mim sempre foi simples: "Queres corres atrás", dás tudo por tudo e no fim acredita que vale sempre a pena.
    Esta mentalidade, na atualidade e por parte dos jovens, é deveras preocupante. Se os jovens são o futuro do país e estes tem uma postura de conformismo, como será o futuro do país? A vida é feita de riscos e de os saber assumir, conformar-se com algo só porque assumir o risco de não o fazer dá trabalho ou porque podemos ser julgados, não é viver é sobreviver. Quer isto dizer que no futuro apenas nos iremos limitar a sobreviver?
MC