domingo, 18 de janeiro de 2015

The Brave ones

    «Tão poucas pessoas corajosas em pleno em século XIX, meu deus!»

    Seja em que contexto nos encontremos, esta frase é aplicável e faz-nos muitas vezes divagar. Ora se em qualquer contexto (ou muito perto disso) podemos afirmar que nos encontramos rodeados maioritariamente por cobardes, significa, portanto, que maioritariamente somos cobardes? Ou que grande parte da população é cobarde?
    Ser corajoso não é só arriscar ir ao espaço quando ainda ninguém o tinha feito ou enfrentar animais selvagens. O tipo de coragem que é essencial e que está completamente em falta  não é esse. É a coragem de não se conformar com algo que não se concorda, a de perguntar quando não se tem a certeza, a de se desafiar constantemente, a de pôr em causa seja quem for, inclusive o próprio, só porque sim ou só porque se quer ou ainda só porque se pode. As pessoas corajosas que todos procuramos são estas e ainda aquelas que têm a ousadia de ser diferentes e de realmente fazerem a diferença, aquelas que se entregam como um todo a algo e/ou a alguém, aquelas que aceitam a loucura da vida mas mais que isso aceitam a sua loucura.
    Como vês ser corajoso não é só fazer "grandes" coisas como algumas pessoas anormais fazem. É saber arriscar, é lutar pelo que se quer, é querer ser diferente, é amar loucamente, é ser louco sem arrependimento, é ser amigo sem preconceitos. Mais do que sermos capazes de enfrentar os nossos medos, temos que ser capazes de ser HUMANOS para sermos corajosos. Porque para se ser humano não basta estar vivo, tem que se ter a consciência do que é bom e mau, que todos temos defeitos (mas não usar este "argumento" para desculpar toda a barbaridade que se vê diariamente). Tem que se ter a consciência que mais tarde ou mais cedo vamos falhar e não há nada de mal nisso porque é com os erros e com as quedas que aprendemos, que nos tornamos humanos.
    É tão inevitável falharmos antes de conseguirmos o que queremos como o é respirar. E, tal como respirar é essencial para estarmos vivos, falhar é imprescindível para nos tornarmos fortes, inteligentes, sábios e, pelo menos, minimamente interessantes. Porque alguém que passe por dificuldades mas mesmo assim não desista; alguém que tenha todos os motivos e mais alguns para se ir abaixo mas sorri e tenta com tudo o que é e com tudo o que tem correr atrás das oportunidades que a vida "dá" ou ainda alguém que se atreve a ser louco e a perseguir os seus sonhos até aos confins do mundo, é forte, é inteligente, possui uma sabedoria equiparável e, na minha opinião, é mais do que minimamente interessante.
    Então, continuas a achar-te corajoso só porque uma vez por obra e graça do espírito santo fizeste uma coisa em grande? Acho que te dei motivos suficientes para te fazer sentir desiludido contigo próprio. E sabes, não me arrependo de o ter feito nem pouco mais ou menos te vou pedir desculpa. Porque tu precisavas disto, precisavas de "abrir os olhos", de finalmente acordares e perceber o que se passa com a humanidade, com o que se passa contigo.

    É tão fácil ser-se corajoso, porém estamos em pleno século XIX e cada vez me sinto mais rodeada por pessoas não corajosas. Porquê? Porque é que deixaram de perseguir os vossos sonhos? Porque é que se conformaram com coisas que quando eram jovens loucos e sonhadores juraram nunca se conformar? Porque é que desistiram de se desafiar a vocês próprios? Porque é que desistiram daquele amor? PORRA!!! Porquê?! Vocês estão a tornar-se pessoas ou melhor seres desprezáveis e nem se dão conta disso. Parem, olhem à vossa volta, pensem. Pensem em tudo o que sonharam ter e ser, pensem em todas as promessas feitas (quer a vocês próprios quer com outra pessoa), pensem no que imaginaram ser a felicidade, pensem no que realmente foi a felicidade, pensem em tudo o que vos apetecer e também naquelas coisas que não querem pensar mas que teimam em aparecer na vossa mente. Acima de tudo, pensem no quão fácil podem conseguir o que querem se apenas tiverem a coragem de ser corajosos, de serem loucos ou apenas de serem você próprios. Sejam diferentes, não deixem de ser aquele jovem louco que persegue todos os sonhos até ao fim...


MC

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

«A escola faz mal»


    Este é sem duvida um dos melhores textos que li nos últimos tempos. E não comecem já com coisas que eu sou contra a escola e mais não sei o quê, porque não o sou!! Sou a favor da escola, sempre fui porque sempre me interessei por saber mais, por aprender sempre mais qualquer coisa. Mas realmente «a escola faz» mal quando nos formata a todos para um único sentido não permitindo que cada um de nós se exprima como realmente é, quando nos impõe determinados padrões que muitas vezes não nos fazem sentido mas que cumprimos para parecer bem e porque todos o fazem, porque temos medo de ser diferentes.
    Leiam a sério, é realmente arrebatador e verdadeiro aquilo que Eduardo Sá escreveu neste texto.

Falta muito pr'a chegar?...



MC

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Só Arranjo Desculpas...



    Hey hey!! Desculpem a demora na publicação de textos e essas cenas mas estou no meio de um bloqueio emocional, existencial wtv... E simplesmente não consigo escrever, não sai nada de nada! Já me sentei por várias vezes com uma folha em branco e um lápis e não dá. Além de que se pensar muito num texto ele não é tão natural e espontâneo e fica uma porcaria autêntica... So vou tentar sair desta nhanha de bloqueio para escrever alguma coisa possivelmente interessante para lerem.



Beijinhos, espero que tenho tido um Natal espetacular bem como uma entrada em 2015 digna e que obviamente tenham juízo.

MC