Tu és o meu passado e ele o meu futuro. Era e é o que eu quero,simplicidade, preto no branco... Mas por mais que eu queira não é bem assim... Porque ainda há tanto de ti em mim e tanto dele que se esconde! Ele tem medo, eu medo tenho e tu achas que me tens na mão. Que trio maravilha este!
Tu brincas com todas ou com ela para mexer comigo e eu finjo que nada se passa para te deixar irritado! Sabes no queisto vai dar? Em nada, porque eu para ti não volto e tu não queres aceitar isso... Como se não me conhecesses... Sabes que sou demasiado para ti! Demasiado orgulhosa, demasiado teimosa, demasiado racional, ao ponto de tornar o irracional em coerência e esquecer todos os vestígios de sentimentos que ainda tenho por ti! Porque tu não me fazes feliz, apenas as memórias do que um dia fomos. Sabes o que é engraçado? Ele. Porque ele tem tanto de ti mas nunca te conheceu, ele é como uma versão de ti mas ao mesmo tempo é um ser completamente diferente de ti, de tudo e de todos!
Sinto que este texto é uma despedida definitiva de ti... Lembras-te daquela semana em que éramos só os dois dentro daquelas quatro paredes? Pois, estou aqui mas aqui sozinha e sinceramente pensei que seria difícil de suportar estar rodeada de memórias tuas. Mas não está a ser, está a ser tão fácil/normal (nem sei) que se torna assustador. É por isto que sinto e sei que provavelmente este é o ultimo texto que escrevo para ti. Só quero que acredites quando te digo que de ti não consigo ser amiga não por te amar (porque não amo de todo) ou por te odiar ou ainda por achares que não te perdoei, mas sim porque não esqueci nem vou esquecer todas as mentiras contadas. Eu perdoei-te há muito e sabes disso, pelo menos já to tinha dito, por isso acredita que se estás fora da minha vida é porque te quero fora dela por ser o melhor para todos.
E é agora que a incoerência se instala... Porque mesmo sem eu querer, tu "mandas" na minha vida, porque me destruíste de tal maneira que sou mais fragmentada que um puzzle de 500 mil peças. Eu quero a segurança que sinto na insegurança dele, mas o teu fantasma insiste em dizer-me que vou desfazer-me em pedaços novamente se tentar. E por isso eu quero e não quero, eu acho em vez de ter certezas, mas acho que não é assim tão grave. Não é grave porque todos temos as nossas incoerências e porque todo ele também é incoerente. Vendo bem as coisas, eu e ele somos incoerentes a tentar ter sentido, se bem que sem sabermos se queremos obter a porcaria do sentido um com o outro. Jesus... Tudo isto está a ser demasiado confuso... Para mim, para ti, para eles que lêem o que escrevo sem saberem do que falo, enfim...
É tudo tão incoerente na minha cabeça, parece que não consigo fazer sentido com aquilo que digo. São demasiados textos, demasiadas ideias e tudo incoerente... É como se estivesse para aqui a enrolar a enrolar e não saísse do mesmo sítio. Mas também quero sair daqui para onde? Vou hibernar
MC
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