Não sei o que se passa comigo ao certo. São demasiadas mudanças de humor que são demasiado drásticas e bruscas. Ando numa corda bamba de sentimentos, uma corda bamba demasiado instável e estou demasiado cansada desta dança magnífica e majestosa que faço para manter o equilíbrio enquanto caminho em direção incerta pela vida. Sinto-me demasiado só para quem tem tanta gente preocupada em seu redor, sinto-me demasiado só ponto. É como se tudo a meu redor não passasse de um gigantesco borrão onde não é possível distinguir quem é quem, quem é real e quem apenas existe na minha imaginação. É-me impossível distinguir quem é meu amigo e quer realmente ajudar-me e aqueles que no fundo nunca me quiseram ver bem. Sinto-me só no meio de um gigantesco mundo de seres que aparentam e são monstros, e sinceramente não podia estar mais assustada.
De repente encontro-me apenas com ela, a minha eterna "amiga" aquela que está constantemente a puxar-me para baixo, que faz questão de me relembrar o quão patética e insignificante sou. É cada vez mais difícil ignorá-la pelo simples facto de a cada dia que passa me encontrar mais sozinha com ela, mais isolada do vosso mundo. Não pedi para ser assim... Assim sensível e frágil. Assim patética e insegura. Nem pouco mais ou menos tive a hipótese de escolher não o ser. Tenho vindo a tentar controlar esta parte de mim e a tentar aceitá-la mas não me parece que esteja propriamente a ter algum sucesso.
As pessoas têm vindo a magoar-me cada vez mais e mais. Será que sou eu que estou mais sensível? Será que são as pessoas que estão mais egoístas e viradas para si, de tal modo que não querem saber como chegam onde querem mas que apenas cheguem? De quem é a "culpa"? Será minha? Será da sociedade? Será de ambos? Não encontro as respostas para isto. Apenas sei que cada vez mais me isolo numa tentativa de proteger a princesa ridiculamente sensível. Mas isolar-me não pode ser solução, não é algo saudável. Afinal de contas sou humana e como tal necessito de interagir com outros humanos para que de certa forma mantenha a pouca sanidade mental que me resta. Para além disto quanto mais me isolo do mundo mais estou com ela no meu mundo e todos sabemos como isso acaba. Quanto mais estou com ela mais ataques de pânico e ansiedade sinto, menos durmo, menos como e mais paranóica fico. Isolar-me faz-me mal como podem ver. Então porque insisto e fazê-lo? Tão simples... Prefiro ser eu a magoar-me e a destruir-me do que dar esse poder a alguém de fora. E porque pensava que me conseguia controlar, que conseguia dosear o quanto me destruía e parar quando chegasse ao tal limite. Mas isso não é bem verdade, não é fácil permitir-me dar-lhe ouvidos e depois desligar do nada e voltar a ignorá-la. Ela é demasiado influente em mim para o conseguir fazer. Talvez por isto me sinta triste mesmo sabendo que não há nada de errado de concreto na minha vida que justifique esta tristeza.
Não há nada de errado na minha vida, apenas ago de errado comigo.
Tenho andado um pouco apenas pelo meu mundo, espero que não tenham sentido muito a minha falta ahah! Abreijos,
MC

Sem comentários:
Enviar um comentário